Confira as datas de lançamento do livro Discobiografia Legionária

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A partir desta semana, estarei autografando o livro Discobiografia Legionária (da editora LeYa) – em que conto histórias das gravações dos álbuns da Legião Urbana – no Rio (09/12), em São Paulo (12/12), em Niterói (15/12) e em Curitiba (27/12). Programe-se!

 

Lançamentos Discobiografia Legionária

Discobiografia Legionária é um livro que reúne bastidores da criação e da gravação de todos os álbuns da Legião Urbana – do primeiro LP aos discos póstumos, passando pelas coletâneas e trabalhos solo. Por meio desses episódios, conto a história de uma das maiores bandas do Brasil, invadindo os estúdios e palcos por onde Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Renato Rocha e tantos outros convidados ou contratados registraram alguns dos maiores clássicos nacionais.

Visitando casas, escritórios, gravadoras e estúdios, descobri que os protagonistas ajudam a relembrar fatos e episódios, mas os coadjuvantes são essenciais para o resgate da memória. E foi com base na fala dos remanescentes da banda e de tantos desses personagens menos solicitados em pesquisas biográficas, entre eles técnicos e engenheiros de som, diretores artísticos, produtores, parceiros, músicos, amigos e fãs, que a história da gravação de cada disco está contada nesse lançamento da editora LeYa.

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Sobre viver a vida e não vendê-la

A Vida não se Vende

Frases pintadas em muros sempre me trazem reflexões. Sempre volto ao meu álbum do Facebook para rever essa aí, encontrada em Córdoba (Argentina) em dezembro de 2014. A vida não se vende. E acho que também não se dá. A vida é minha (ou tua ou dele ou dela) e nos foi dada para que a vivamos, cada um à sua maneira. Tenho pensado muito sobre como estou vivendo a minha. Minha conclusão é que a vida não é fácil e que vivê-la bem todos os dias é missão quase impossível, mas ela é linda e merece ser cuidada por nós. Eu já estou fazendo isso há tempos… Gracias a la vida!

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Hyldon lança disco autoral com baladas, canções românticas, músicas com suingue e groove

Hyldon no disco As Coisas Simples da Vida

“As Coisas Simples da Vida” é um disco que fala da família, da amizade, das memórias afetivas e das paixões. Este álbum tem muito de mim, todas as letras são minhas. Depois da experiência do último disco, no qual tive muitos parceiros, neste eu imprimi mais a minha marca, tanto na concepção musical como na produção.

Com essa declaração, Hyldon fala quase tudo sobre seu novo trabalho. Ele só deixa de dizer (ou prefere deixar que digam) que trata-se de um dos melhores de sua discografia. Primeiro álbum de músicas inéditas desde “Romances Urbanos”, de 2013, “As Coisas Simples da Vida” reúne 10 faixas produzidas por ele mesmo e gravadas com o auxílio de uma banda luxuosíssima que ele deu o nome de Banda Zona Oeste e é formada por Guinho Tavares (guitarra, violão e vocal), Felipe Marques (bateria e percussão), Arthur de Palla (baixo e vocal), Luiz Otávio (piano, teclados e sintetizadores), Márcio Pombo (piano, órgão, sintetizadores, cordas e vocal), Marlon Sette (trombone), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flauta, saxofone barítono, soprano e tenor). Além de estar cantando melhor do que nunca, resultado de uma dedicação maior ao registro da própria voz durante o período que passou dentro do estúdio, Hyldon ainda assume a guitarra e o violão em suas canções.

“A participação dos excelentes músicos que trabalham comigo e se doaram ao projeto como se fosse seus próprios discos fez toda diferença”, conta Hyldon.

“As Coisas Simples da Vida” começou a ser pensado como um disco de baladas, mas falaram alto durante a produção tanto a paixão de Hyldon pelo groove quanto a vontade de mostrar que, apesar de seus maiores sucessos (tais como “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda” e “As Dores do Mundo”) seguirem essa linha, ele é muito mais do que um cantor e compositor “baladeiro”. O resultado é um álbum que retoma influências de suas origens e dos trabalhos que executou ao lado de nomes como Cassiano e Tim Maia, misturando-as com as vivências que teve ao longo de seu amadurecimento como artista e de suas experiências mais contemporâneas. Baladas, canções românticas, músicas cheias de suingue e um groove muito bem executado pela sua super banda permeiam o repertório do álbum, que está sendo lançado nas plataformas digitais e também como CD e disco de vinil.

“Levamos exatamente um ano nesse processo de produção. É quase um disco de banda e o legal disso é que, depois, estaremos juntos no palco para celebramos com o público nossas aventuras musicais”, diz o soulman.

Hyldon abre o álbum com a faixa título, uma balada feita em parceria com Alex Malheiros, baixista e compositor que integra a banda Azymuth. Com seu pianista Luiz Otávio, compôs a romântica “Depois do Inverno”, a lúdica “Música Bonita” (na qual cantam com ele os músicos Guinho, Arthur e Márcio) e a belíssima “Nosso Lar é Onde o Amor Morar”. Com frases como “Longe, muito longe / Na casa dos meus pais / Sonhei…”, essa última define bastante as memórias afetivas de que Hyldon fala em sua declaração. Sozinho, o cantor e compositor assina os grooves suingados e divertidos “Um Trem Para Bangu”, “Papai e Mamãe” e “Todo Mundo é Dono da Rua” e as baladas soul “O Raio do Amor” e “Não Molhe os Olhos”. “Sábado Passado” é um samba soul feito por Hyldon com Cris Delano e Alex Moreira, dois dos integrantes do grupo Bossacucanova.

Com belíssimas fotos de Daryan Dornelles e projeto gráfico de Flavio Albino, o novo trabalho de Hyldon está aí para provar que a maturidade só faz com que ele se consagre cada vez mais como o soulman mais querido do Brasil na ativa.

*Release produzido para Hyldon.

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Uma entrevista com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo sobre O Grande Encontro

O Grande Encontro por Livio Campos

Em 31 de agosto, dia do meu aniversário, tive a honra de passar parte da tarde no estúdio Floresta, no Cosme Velho, entrevistando Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. O trio me contou tudo sobre a volta do projeto O Grande Encontro e eu, após assistir ao show que eles apresentaram duas semanas depois no Metropolitan do Rio de Janeiro, escrevi uma matéria para a Revista da UBC, que disponibilizo aqui embaixo.

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Na busca por uma festa paraense, o encontro de corpo inteiro com Priscila, a rainha do tecnobrega

Priscila, em Belém

Saímos do hotel com o objetivo claro de nos divertir em uma festa de tecnobrega. É sábado e estamos em Belém, pôxa! Perguntamos pela cidade inteira e a única indicação foi de um evento em um hotel. Chegamos lá e, na verdade, era num barco, o mesmo que vimos passar no rio horas antes, enquanto comíamos nosso pato no tucupi. Tínhamos perdido a partida, mas ficamos no pequeno cais esperando a chegada.

O barco encostou e, procurando alguém para perguntar se podíamos entrar, quando vimos, já estávamos lá dentro. Corri para perto da banda: uma mesa enorme com botões para muitas programações, bateria, guitarra e uma cantora linda… E gostosa pra caramba. Ao ver aquela dupla formada por dois branquelos, sendo eu meio que vestida pra um show de rock, Priscila (depois descobri seu nome) saiu do palco e me tirou pra dançar. Ou melhor, pra me ensinar a dançar.

Segurando minha mão, fez passinhos para eu imitar, rebolou para eu imitar e passou a mão pelo corpo para eu imitar. Fui fazendo tudo o que ela mandava. Priscila virou minha dominatrix da dança, ou melhor, do tecnobrega. E naquela troca / espaço de reconhecimento, se de um lado ela achava que estava fazendo uma boa ação para uma gringa, do outro eu pensava se deveria revelar que ela acabara de virar um objeto de estudo antropológico, literário e musical para mim. Deixei rolar e segui trocando com Priscila, a rainha do tecnobrega.

Priscila, em BelémQuando a música terminou, fiz que queria uma foto. Ela foi enfática com o fotógrafo, gesticulando para fazer o gringo entender: “Pegue o corpo inteiro!” Eu poderia me sentir humilhada nesse momento, mas achei melhor admirar aquele mulherão e até tirar uma casquinha, deixando os homens (e algumas mulheres) do barco morrendo de inveja. Ao abraçá-la e partir para um beijinho na bochecha, ela articulou a boca toda e gesticulou, tudo para fazer a gringa entender: “Aqui são dois beijos!” E, então, eu entreguei o ouro: “Ah é? No Rio, também! Obrigada por tudo! Você é linda e me ensinou muito hoje!”

Talvez até mais feliz do que antes, afinal, ela poderia a partir dali se sentir menos exótica e mais brasileira, Priscila me abraçou e agradeceu. Ao apertar a mão do guitarrista da Sample 2 (descobri o nome da banda nesse momento) e agradecer pela música, pedi desculpas por termos chegado só no final. “Mas vocês fizeram a diferença”, disse ele, acredito, impressionado com a química que rolou entre eu e sua vocalista.

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Minha homenagem a Bob Dylan pelo Prêmio Nobel

Eu no cantinho, ao lado de Baia

Minha homenagem a Bob Dylan, o homem que transcendeu a literatura com sua música e por isso ganhou o Nobel, vai através dessa capa de disco de Zé Ramalho, em que o paraibano reproduz uma cena do clipe “Subterranean Homesick Blues” e eu apareço no lugar de Allen Ginsberg junto a Mauricio Baia.

Obs.: Debater os limites das artes é o que tenho feito desde que me meti nessa vida acadêmica para estudar Literatura e Música. Muitos rejeitam minha pesquisa, outros a incentivam com ardor! Assim como Bob Dylan, venho fazendo o meu papel. Viva meu ídolo!

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Dos tempos de graça enquanto repórter de rua na Olimpíada de 2008

Eu no Globo Online

Um amigo e parceiro de anos de trabalho achou isso aqui… Dos tempos de repórter do Globo Online, nos tempos em que chamávamos Olimpíada de Olimpíadas, em 2008. E esse foi um dos dias em que mais ri na minha vida: eu tinha que fazer as pessoas na rua dizerem os nomes esquisitos dos atletas estrangeiros. Só para se ter uma ideia, tinha um que se chamava Piroska Szamoránsky.

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