Curiosidades do Allaúde: a história da bateria Pinguim

Posted by Serjão Allaúde Category: Colaborações

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Por Robson Roncon:

“Meu nono Pedro, tecelão e músico, pertencente a banda ‘Com jazz Band você Vae’, sugeriu ao meu tio Florêncio, torneiro mecânico e famoso baterista da época, e ao meu pai Romeu, ferramenteiro, projetista, professor no Senai e músico também, que montassem uma pequena oficina de baterias devido a grande dificuldade de se arranjar um instrumento de padrão internacional, para acompanhar músicos vindos de fora naquele tempo. Em 1952 nascia a ‘Oficina Mecânica Florêncio Roncon’, com a fabricação inicial dos pedais de bumbo, clones perfeitos do modelo Speed King da Ludwig, famosa bateria americana. No mesmo ano, foi confeccionada à mão, e com peças em bronze e latão, a primeira bateria Pinguim, apelido de meu tio, adquirido nas orquestras onde tocava de fraque e por seu modo engraçado de andar. Esta bateria se encontra hoje em um museu da França, segundo músicos brasileiros que teriam visitado o país. Mais dois tios entraram para oficina, Ivano – ferramenteiro e músico – e Sergio – contador e músico. Todos trabalharam no desenvolvimento de peças, pedais, aros, acessórios e o instrumento ganhou forma com canoas conquilhadas em formato de gota, suporte bola para ton e prato, cascos feitos com madeira de qualidade, naquele tempo era possivel forrar o instrumento com celulóide, os acessórios e peças eram todos de fabricação própria.”

bateria

Outra curiosidade é o nome ‘FIRS’, que nada mais é que as iniciais dos irmãos Roncon ou irmãos Pinguim como ficaram conhecidos. Com a explosão de Beatles e da Jovem Guarda com Roberto e Erasmo Carlos, as baterias Pinguim foram cada vez mais solicitadas e, em 1968, no auge do rock’n’roll, vendia-se 100 baterias por semana.

Fonte : http://www.pinguimdrums.com.br/pinguim.htm

17 thoughts on “Curiosidades do Allaúde: a história da bateria Pinguim

  1. Muito legal a matéria, sou baterista e nos anos 80 aprendi a tocar em uma Pinguim. Boas recordações.

  2. Muito legal! Tenho 33 anos e aprendi a tocar em uma bateria pinguin na minha adolescência. Super interessante a história e emocionante tbm pois me trás a memória as melhores partes da minha vida!

  3. Sou baterísta por hobbie, tenho minha pinguim vintage ano 1982 e não troco ela por nenhuma outra!

  4. Sou baterista de 1970,joven guarda,bossa nova, twist, Rock,boleros e etc.muito bom tinha um desejo de ter uma bateria Pinguim,tive uma depois me casei vendi e depois comprei uma Super pinuim e tenho ate hoje se alguem quise-se aprender eu não vendeia minha neta queria + depois parou,e a outra quer teclado . agora devo vender.quem quizer ofertar e so entrar em contato.

  5. Tenho 43 anos e desde os 4 anos toco bateria, mas o que mais me deixa orgulhoso é que aprendi os meus primeiros toques em uma bateria pinguim amarela, lembranças boas de minha vida.

  6. Em 67 meu pai me presenteou com uma linda Pinguim.Na época tinha uma banda cover The Beatles.Tempos felizes.A gente tocava mais por hobby.Coincidentemente morei depois de casado no mesmo edifício do Sr.Romeu..um dos fundadores da Pinguim..

  7. Alguém sabe dizer o porquê de algumas baterias Pinguim terem as plaquetas com endereço da Roncon riscadas. A minha, por acaso, estão assim é já vi fotos de outras também com esse detalhe. Aliás, vi a foto de uma que tinha duas plaquetas: a original da Roncon e uma segunda, da Lei-Mar logo abaixo. Acho que o produto passou a ser vendido pela loja Leimar Musical. Gostaria de saber em que data isso aconteceu.

  8. Boa tarde Robson Roncon, sou um ex funcionário da Firs Roncon , trabalhei na empresa no ano de 1986 e gostaria de obter o PPP, há dois anos atrás enviei uma carta para a empresa que supostamente estaria instalada em Barueri, mas esta carta voltou.Estou em processo de aposentadoria e queria sua Ajuda e do Sr Romeu Roncon .meu telefone 4442 3598.

  9. Em 1971 tive meu primeiro contato com uma Pinguim… Depois, passei a tocar em bandas de baile, já chegando nos meus 14 anos de idade. Na primeira banda, passei dois anos, e na segunda, fiquei por quatro anos. Nas duas bandas, a bateria era Pinguim. Pelo ano de 1974, juntei duas Pinguim num mesmo set, formando a primeira bateria de dois bumbos daqui do Sul da Bahia… Foi muito divertido descobrir, na tora, como fazer funcionar aquele troço, a equação de chimbau com pedal de bumbo esquerdo… rsrsrsrs Outro detalhe, complicador, pra variar: não se usava tapete para “travar” a bateria. O bumbo era amarrado ao banco, por cordinha ou mesmo, fio mais grosso…
    Administrar corda, pedal de bumbo e pedal de máquina Hit-Hat era o desafio de qualquer baterista daquela época… Enfim, sobrevivemos! rsrsrsrsrsrs
    O Grande lance da Pinguim, ao meu ver, e ao meu gosto pessoal, era as bordas dos cascos das Pinguim serem arredondados, em curvatura aberta, o que permitia maior contato da pele com o tambor, deixando-os bem encorpados, com graves bem definidos, e o “estalar” da caixa; Os tambores vinham com madeiras de macias a dura numa distribuição que garantia a estúpida sonoridade do instrumento. Detalhe: no meu tempo de banda de baile, nunca que usamos microfones na bateria. Ela ia “a seco”, disputando ser ouvida, em meio a todo o resto amplificado, da banda!!!

  10. Olá Prezado Robson Roncon, tenho 46 anos gosto de bateria desde da infância tive o previlégio de adquirir uma caixa feita pelas mãos do mestre Sr. Florêncio onde acompanhei cada passo.
    conhecia pouco da marca Pinguim, eu tenho essa caixa até hoje fazem 13 anos que estou com essa caixa.

    gostaria muito de novamente saber onde vocês encontram-se, onde quero fazer uma dedicatória nessa minha caixa.

  11. NSempre fui fã das baterias pinguim meus grandes amigos sr.romeu Ivo Florêncio Sérgio Robson sou baterista a 62 anos de idade hoje com 72anos levei Pará o estadas Unidos aminha pinguim mdre pérola e ficou en novayork guardo. Toquei na big band estas pinguins sempre foram especiais abraços atodos

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