Documentário comprova genialidade e animação de Alceu Valença

Alceu Valença é o artista mais animado da música brasileira! Gravado nesta segunda-feira (17/06) , logo após a primeira exibição no Rio do documentário Alceu Valença – Na embolada do tempo, o vídeo abaixo mostra que é só colocá-lo em foco que ele logo começa a cantar, contar “causos”, atuar ou fazer qualquer coisa que anime a si próprio e a quem estiver em volta. É assim quando ele encontra músicos tocando sua música pelas ruas, é assim quando está em seu momento de criação. E foi assim, com essa alegria, que Alceu permitiu que a diretora Paola Vieira mostrasse toda a sua criatividade e a simplicidade e o otimismo com que leva a vida.

 

No filme sobre o cantor e compositor pernambucano, há cenas muito divertidas e muita informação preciosa sobre como a indústria fonográfica foi escrota e negligente por tantos anos. Não à toa, Alceu nunca se deu por vencido e trocou de gravadora várias vezes, nunca deixando de fazer um álbum que não fosse como quisesse (e por isso, chegou a ficar na geladeira um tempão). Uma palinha: nos anos 80, em vez de investir no marketing dos artistas nacionais, os diretores trabalhavam obras que já haviam explodido no mundo todo e não precisavam de maiores investimentos. Dessa forma, só valia colocar dinheiro em músicos nacionais que topassem fazer canções e álbuns “empacotados”. Nessa época, ou o artista gravava alguma composição de Sullivan e Massadas ou outro “cabeça” da empresa ou não acontecia nada com ele. E estamos falando de Caetano Veloso, Gilberto Gil, além de Alceu e tantos outros…

As imagens de arquivo são magníficas, com direito a cenas de Alceu Valença em programas de Xuxa, Gugu Liberato e Marília Gabriela, clipes e shows históricos e o carinho que as crianças de Olinda levam para ele na calçada em frente à casa na qual passa parte do ano, quando não está no Rio. A história de como Alceu Valença absorveu suas referências também é demais, principalmente se levarmos em consideração o que ele diz: “Eu nunca tive ídolo!”. Não ter o costume de ouvir discos, mas fazer o som inovador que sempre fez a partir de duas vivências mostra como é genial a sua criação. E as surpresas que fazem todo mundo rir? Ah, essas eu não vou contar, não. Não sei ainda o caminho que o filme vai fazer, mas vale a pena ficar atento para poder assistir o documentário apresentado pela TV Zero e pelo Canal Curta.

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