Rocketman acerta ao explorar dramas que Elton John ‘autorizou’

Acho que posso dizer que Rocketman é uma das melhores cinebiografias a que assisti na vida! Primeiro, vale ressaltar o motivo: Elton John não se incomodou com nenhuma exposição, nem de sua vida amorosa e da relação abusiva com o próprio empresário, nem de suas relações familiares, nem de seus problemas com drogas, álcool, homens, bulimia e consumismo. Com isso, a narrativa ficou verdadeira e fluída. A vida de hoje, bem mais calma e estável, apareceu em fotos no final, não comprometendo o andamento da trama.

O diretor não errou a mão – como fez em Bohemian Rhapsody – colocando datas. Em Rocketman, as roupas e canções determinaram cada época. E que roupas incríveis reproduziram para o filme! As músicas e cenas em shows são, como se dizia nos anos 80, eletrizantes. Eu, particularmente, pirei com as cenas de Your song, Tiny dancer, Pinball wizard, Don’t let the sun go down on me e Goodbye yellow brick road (essa última, mais pela história que rola durante a canção).

A amizade com o principal parceiro, Bernie Taupin, é uma das coisas mais lindas. E, se a uma certa altura parece que Bernie é um babaca, o final do filme mostra que não. Infelizmente, não posso falar sobre o desfecho para não dar spoiler. Mas o acerto de contas de Elton/Reggie com a própria história é uma das coisas mais bem feitas no cinema de biografias. E o filme mostra algo que poucos sabem: ser um gênio e/ou ser um artista é muito mais difícil e doloroso do que parece. Não vou falar mais nada porque o resto é preciso ver para sentir.

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