Depois de um ano do crowdfunding, uma análise do Discobiografia Mutante

Um ano atrás, eu lançava a campanha de financiamento coletivo do Discobiografia Mutante, um livro que eu planejava escrever sobre a história dos álbuns dos Mutantes. Eu não fazia ideia se conseguiria arrecadar a grana necessária para a produção desse trabalho. Eu vinha de um momento bastante complicado, em que meu primeiro livro, o Discobiografia Legionária, tinha bombado entre os fãs da Legião Urbana, mas a editora não me prestava contas. Caí em depressão, passei o fim do ano de 2017 refletindo sobre continuar ou não fazendo o que mais amo e escolhi para minha vida: escrever.

Uma viagem inusitada à Califórnia sem dinheiro no bolso (isso é uma longa história que um dia ainda vou contar), uma consulta ao meu mapa astral e o apoio de diversos amigos me incentivaram a experimentar esse outro formato, o crowdfunding. A campanha entrou no ar em 4 de abril de 2018 via Catarse. Deu trabalho, mas a grana entrou. Trabalhamos todos (eu, revisoras, diagramador, tradutoras, gráfica etc) com o dinheiro na conta. O livro ficou lindo! Mas o que me surpreendeu mais ainda foi que, depois dos já comprados terem sido entregues, houve uma procura enorme por ele no Brasil e fora.

Os eventos de lançamento foram ótimos, as vendas nos Estados Unidos bombaram e o livro chegou até nas lojas brasileiras onde só as editoras conseguem estar. Lojas que eu escolhi (confira em www.discobiografiamutante.com), pois se a Cultura ou a Saraiva não estão pagando – motivo dado pela editora do meu outro livro para não me pagar – eu não quero meu trabalho lá. Um ano se passou e a tiragem se esgotou. O livro está entre os finalistas do Prêmio Profissionais da Música 2019.

Só tenho a agradecer a todos os que me apoiaram na decisão de sair da deprê e partir pra cima, aos apoiadores da campanha e aos fãs de Mutantes que me ajudaram a manter acesa a chama dessa banda que completou 50 anos de legado discográfico em 2018. Agradecimentos especiais a Kitti, Marco Konopacki, Bento Araujo, Raíssa Pena, Igor Lage, Debora Albu, Bárbara Alves, Carla Peixoto, Alessandra de Paula, Leo Miranda, Viviane Garcia e Maria De Lourdes Dias.

Por fim, agradeço a Sergio Dias, meu guitar hero, um cara que também não deixa a memória dos Mutantes morrer! Viva Mutantes! Viva a música brasileira! Viva quem ainda fomenta a cultura no Brasil!

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