Mulheres no Jornalismo de música: um encontro de gerações

No mesmo dia em que o Facebook me lembrou que fazia 4 anos que eu e Ana Maria Bahiana nos conectamos (sendo que faz muito mais, porque, quando comecei no Jornalismo, já ficava atrás dela pedindo declarações sobre coisas da música para minhas matérias), finalmente tive um encontro digno com minha musa inspiradora.

Ana Maria foi a primeira mulher a escrever sobre rock e MPB no Brasil (ou pelo menos a se estabelecer como jornalista de música). Quando comecei minha jornada, aos 19, meus amigos mais íntimos diziam que eu seria a “Ana Maria Bahiana do século XXI”. O mercado mudou e vi que “nada será como antes”. Eu fiz, sim, tudo o que eu queria (como ela), mas não terminei minha história para saber se consegui ou não seguir seus passos.

Ontem, mais do que nunca, identifiquei-me com essa grande jornalista e escritora durante nosso encontro em Los Angeles, onde ela mora desde 1987. Levei para ela uma leva de livros de amigos que também são super fãs de rock, sua história e glória (inclusive o meu Discobiografia Legionária). Ouvi “causos” de Caetano Veloso a David Bowie, passando pela hilária história do acidente de carro que sofreu com Sting (e terminou com o cantor em seu colo e, mais tarde, tocando piano e cantando enquanto la se recuperava do susto). E posso dizer uma coisa: as quatro horas que passamos juntas foram pouco para as mil histórias que sei que ela tem para contar! Quero saber muito mais!

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