Para Henrique Bartsch, sobre ‘Rita Lee Mora Ao Lado’ e saudade

De: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Para: Henrique Bartsch <[email protected]>
Enviadas: Domingo, 05 de Junho de 2016 21:24:32
Assunto: Sobre o Ritz’s musical e a saudade

Querido Bart,

Faz anos que estou para te escrever. Cinco anos, para ser mais específica. Ou seis. Sei lá, acho que me perdi um pouco no tempo. Desde que saí das redações da Infoglobo, entrei numa vida louca e não consegui mais te dar notícias. Nem perguntar sobre o que você tinha de novo para me contar. Pois é… Nossa última troca de e-mails foi em outubro de 2009, quando embarquei para a mini turnê do ECT (Eu, Chris e Taís) em São Paulo. Eu tinha me esquecido que você era de Ribeirão Preto e não de Taubaté, onde tocamos. Lembra que te perguntei qual era mesmo a sua cidade? Depois dali, eu mergulhei nas pesquisas para a biografia do Zé Ramalho (que, acredite, não foi finalizada até hoje, mas depois falo mais sobre isso), tive grandes mudanças na vida pessoal e mergulhei na carreira acadêmica (terminei um mestrado e, agora, estou no doutorad0). Por isso a correria. Mas, olha, se eu pudesse te falar do quanto pensei em você, tantas vezes, em tantos momentos desses últimos anos… Eu quis te falar sobre o processo da minha pesquisa. Também quis muito te contar que o  adorou as cópias que dei para ele daquelas raridades de Bob Dylan que você me enviou de presente. E eu quis te dizer que seu livro furou a fila (que cresceu muito depois do ingresso na pós-graduação) e que finalmente eu ia poder conversar sobre ele com você. Mas, quando me dei conta, já era tarde demais… Você se foi em 2011, de repente, pegando todo mundo de surpresa e me deixando com muita saudade das nossas mensagens, dos papos sobre música e das análises sobre biógrafos, biografados e a relação da mídia com as biografias. Saudade, cara.

Mel Lisboa em Rita Lee Mora Ao LadoPor que falar disso hoje? Ensaiei escrever sobre Rita Lee Mora ao Lado, seu livro. Ou, como você costumava escrever, “RLML”. Sério. Li marcando páginas, sublinhando trechos, fazendo anotações. Li, não. Devorei. Se eu soubesse que ia ser tão rápido assim, teria feito ele furar a fila bem antes. Mas você entendeu quando te falei que tinha os livros da Hérica Marmo – que gentilmente nos apresentou virtualmente – na frente (o dos Titãs para ler e o do Paulo Coelho para revisar), os relacionados a Zé Ramalho que precisava investigar e os que precisava resenhar para a Rolling Stone. Infelizmente não conseguimos emplacar uma matéria bacana sobre “RLML”na revista, né? Ainda é um pouco difícil espaço para o biógrafo falar, sabia? Mas não tanto quanto naquele momento, acho… Depois da liberação do Supremo Tribunal Federal, melhorou bastante. Até eu andei dando entrevistas… Naquela época, em geral, os veículos pediam o biografado (ainda mais se ele fosse vivo). Você confirmou isso quando me contou que a produção do Ronnie Von convidou você se a Rita Lee fosse junto. E olha que foi ele quem batizou e lançou Os Mutantes na TV… Ah, Bart, se eu soubesse que nunca mais conseguiria conversar com você sobre “RLML”… Rita diria que são coisas da vida, né? O fato é que não consegui escrever nada ao saber do teu falecimento. Travei.

Quando soube que o livro tinha sido adaptado para os palcos em forma de musical, quase desmaiei. Sério, baixou um pouco a pressão e eu tive que me sentar para digerir. Como assim depois de tanta batalha para seu livro ser reconhecido, resenhado, midiatizado, você não conseguir ver sua obra no teatro? Será que Rita diria que são coisas da vida? Na vida real, eu não sei. Mas acho que ela foi bastante generosa, tanto em te permitir escrever essa obra de arte (e colaborar para tal, respondendo seus e-mails) quanto em prestigiar a adaptação. A cena em que, com esse hit (Coisas da Vida) ao fundo, ela, a personagem, fica sabendo das mortes de pessoas queridas, inclusive da sua (que bom que te celebraram na peça!!!), é a coisa mais linda do espetáculo! Chorei muito, Bart. Chorei porque amo a história de Rita desde sempre (você sabia disso!), porque lembrei de quando eu troquei e-mails com ela para a minha monografia da faculdade (sobre Os Mutantes), porque lembrei das nossas riquíssimas trocas (tenho tudo arquivado até hoje) e porque senti saudade de você… De novo. Pô, Bart, por que você foi embora tão cedo? Eu queria muito te apresentar a um grupo de biógrafos/escritores/sonhadores/apaixonados por música com o qual de vez em quando me reúno, desde o ano passado. Sim, amigos (ou colegas, não sei ainda) recentes, mas que falam a nossa língua.

Bart, muita gente já deve ter te dito isso, mas eu também quero engrossar o coro: o musical tá massa! Em Ribeirão, os paulistas também falam “massa”, né? Mesmo com cenário e figurino simples e a não obrigação de os atores se caracterizarem para ficar idênticos aos personagens em destaque, a emoção é grande a cada história contada. A vizinha que narra a trajetória da Rita Lee, Bárbara Farniente, é uma figura no livro e no palco. A mãe dela, a bisbilhoteira (uma apaixonado pelo pai de Rita) Diva, é outra peça! Coadjuvantes na trajetória da nossa Ritz, Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, Ronnie Von, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Ben, Tim Maia, Ney Matogrosso, Elis ReginaHebe Camargo e Roberto de Carvalho (de quem Rita arrebatou o coração e que cuida dela até hoje) contam partes maravilhosas da biografia da maior roqueira do Brasil. Mel Lisboa não é igualzinha a Rita nem canta parecido (ela não cantava antes de ser convidada para o musical), mas aprendeu os trejeitos direitinho e emocionou a plateia carioca. Sim, Bart, eu assisti à Rita Lee Mora Ao Lado aqui no Rio. Esperei por essa chegada da peça à cidade por dois anos. Não consegui me organizar para vê-la em Sampa antes. Fui ontem (04/06) ao Vivo Rio. Saí emocionadíssima. Acordei ainda tocada, voltei a ler nossos e-mails e a empolgação do momento me fez finalmente querer escrever sobre seu livro, sobre você, sobre nós, sobre saudade.

Não curti termos perdido o contato nos seus dois últimos anos de vida. Mas me dei conta hoje, relendo nossas mensagens, de que tenho muito orgulho de tudo o que falamos um para o outro entre 2007 e 2009. Ainda não me orgulho do mundo em que vivemos, que nos obriga a matar um leão por dia e, muitas vezes, nos manda embora sem vencermos nossas batalhas (recentemente perdi um amigo que estava quase chegando lá). Mas estou tentando acreditar cada vez mais que a glória não está no final da história, mas no que fizemos por ela durante o processo (pena que tanta gente não dê valor à construção). Por isso releio com meus olhos marejados tudo o que dissemos. Queria te falar mais, debater mais, mas te deixo em paz para que veja as suas conquistas de onde quer que esteja enquanto eu sigo na luta. Sempre com saudade.

Beijos,

Chris

Obs.: Nesta que deve ser a última mensagem que te envio, rememoro nossos melhores momentos através de trechos de nossas trocas.

 

 

De: Henrique Bartsch <[email protected]>
Para: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Enviadas: Terça-feira, 1 de Maio de 2007 0:49:51
Assunto: Fw: [SPAM] Re: Amantes de Rita

Oi Chris

Nem precisa dizer que a Kika, que tb estou conhecendo agora e vc deve saber muito mais que eu que ela é um amoreco de pessoa, me falou muito de vc e nos juntou no mesmo balaio de gatos escaldados em Rita Lee…

Conhecí os Mutantes lá nos idos de 1972, quando comprei aquela guitarra que está na capa do disco Tropicália, direto do Sérgio Dias, mas infelizmente a Rita havia acabado de sair…
Depois, por saber de muitas histórias, colaborei com o Carlos Calado, quando ele fez a bio dos Mutantes, e em 1998, entrei em contato com a Rita, e conversamos desde esta época quase que diáriamente até hoje…quase dez anos…e é um privilégio que não dá nem pra explicar…acho que rolou porque não sou fã, mas admirador….fá é chato, quer pedaço, se acha o número um, coisa assim….admirador fica tomando o vinho oferecido…acho que tanto vc quanto a kika estão nesta praia tb…

Sou músico, apesar de formado em engenharia, mas nunca exercí, para desespero de meus pais….sempre pensei em escrever, e depois de uns 3 anos falando com a Rita, ví que ali tinha muita história que as pessoas nem imaginavam, e que deveriam ser contadas…dai pedi a ela que contasse, mas ela se recusou terminantemente….foi quando senti que seu eu não fizesse, não ia rolar….e encarei com um formato maluco meio ficção e muita verdade…e acho que assim escapei do processo e da recolhida dos exemplares, ehehehe….

Seu nome pintou, quando pedi pra Kika se ela conhecia alguém na Rolling Stone, pois sei que não sou nada, ninguém me conhece, e então vou recorrendo a amigos para conseguir divulgação lá e cá….teve muita matéria legal no Estadão, Isto é, JT e outras tantas…não sei se a Panda mandou exemplar para alguém na RS…quem fez uma matéria agora não lembro onde, assim que o livro saiu, foi o Marcus Preto, mas perdí o contato com ele….daí, de dentro do chapéu de feiticeira da Heriquinha, saiu seu nome….penso em seguir na literatura, e até tenho um livro já pronto feito meio a meio com a Rita, mas sinto que vai ser um pouco complicado sair, mas depois te conto, senão vc não escreve mais pra mim porque acabou o assunto, ehheeh….

Moro em Ribeirão Preto/SP, 55 aninhos, e dizem que sou a cara do Nelson Motta…. putz….

Agora fala um pouquinho aí….

Bjão
Henrique (só no primeiro, porque depois eu viro Bart)…aliás, se tiver um tempinho pra jogar fora, vai lá no www.bartmoraaolado.blogspot.com que é uma forma de bater papo com fãs da Rita, e onde dou umas notícias dela, e fico alugando as pessoas em geral com pirações e elocubrações…

 

De: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Para: Henrique Bartsch <[email protected]>
Data: Tue, 1 May 2007 20:08:42 -0700 (PDT)
Assunto: Res: [SPAM] Re: Amantes de Rita

Oi, Bart!

A Kika foi minha roomate, virou minha amiga e agora é minha chefe, graças a Deus!!! É difícil alguém agradecer por ter uma chefe, né? Pois é, mas ela é tipo uma salvação. Ela entende minha paixão pela música e, principalmente, pelo que já passou. Quando surgiu a história do livro dela, me coloquei à disposição. E acredito que tenha ajudado em alguns momentos, pois ganhei o apelido de “parceira”. Hahaha… Resumindo: acho que temos admiração uma pela outra. Absorvendo seus ensinamentos, acabei de descobrir que é o mesmo sentimento que temos pela Rita. A diferença é que, com a Kika, posso falar a qualquer momento. Mas com a Rita…Mel Lisboa em Rita Lee Mora Ao Lado

Amei a história de como você conheceu os Mutantes. Você ainda tem essa guitarra? Você toca ou tocou em banda? 1972… Eu nem sonhava nascer e a produção musical fervilhava. Engenheiro, é? Acho que fiz jornalismo porque vi meu pai sofrer a vida toda porque fez jornalismo e não música ou jornalismo, profissões nas quais ele se enquadra muito bem. Ele se realiza me lendo.

Imagino que seja uma delícia conversar sempre com a Rita. Eu morria de rir dos e-mails dela na época da monografia. Pena que durou pouco. Mas, me diz uma coisa: você escreveu o livro com o apoio dela ou fez por si só, sem avisá-la? A idéia de misturar realidade e ficção é ótima. É a cara dela… Você acertou na mosca!

Eu faço freelas para a Rolling Stone desde o primeiro número, mas eles têm um conselho editorial fechadíssimo e isso, às vezes, é chato, porque muita pauta sugerida pelos colaboradores não chega a ser levada para as reuniões. Mas, depois que a Kika me deu a idéia de fazermos algo sobre os 40 anos da Rita, pensei em sugerir que você escrevesse mais um capítulo de bate-papo com a Rita com exclusividade para a Rolling Stone. Não sei se eles vão topar, mas, se você achar legal, podemos tentar.

Sobre o livro meio a meio, pode contar. Agora que começamos, acho que ai ser difícil pararmos… Afinal, os dois gostam de escrever, né?

Moro no Flamengo, 26 anos, e dizem que pareço… Hummm… Já falaram tantas coisas, que não acreditei em nenhuma… Nelson Motta? Nossa! Nem imagino… hahaha!

Beijos,

Chris

 

*De: Henrique Bartsch <[email protected]>
Para: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Enviadas: Quarta-feira, 2 de Maio de 2007 22:10:09
Assunto: Fw: [SPAM] En: Res: [SPAM] Re: Amantes de Rita

Agora veio….fui apagar aquela porcariada que entope nossas caixas, e sua msg foi no embalo….

Nossa, como vc é menininha….acabei de escrever pra Kika, outra menininha, e disse que estou me sentindo o verdadeiro pedófilo, neste novo triângulo, eheheh….

Lí sua matéria com o Lobão…vc tem o toque….muito bom….fico na maior inveja por viver longe do olho do furacão….leio tudo sobre música brasileira…vc já escreveu algum livro à respeito ou está nos planos?

Com o tempo vou contando como é o contado com a Rita, mas numa rapidinha, conseguí entrar por um flanco inusitado, que é conseguir furar o cerco do séquito que a cerca… converso direto com ela desde 98, e houve só um pequeno hiato quando ela andou uns tempos na corda bamba….só me encontrei com ela 4 vêzes…

o negócio do livro nasceu depois de um tempo que nos falávamos, e ví o tanto de histórias que tinha ouvido….pedí que ela contasse, ela não quis saber, e então resolví pegar o bastão….mandei mais ou menos uns 5 capítulos, enquanto escrevia, para ela ver o formato….ela gostou, e deu o go ahead, e cá pra mim eu tinha que se ela não gostasse ou se tivessem partes que não a agradassem, nem sairía….mas as mulher aprovou tudo, teve acesso antes de ir para qualquer editora, e me ajudou muito na divulgação….ela é um anjo, sem qualquer robertocarlíce na jogada….

me diz se vc já leu RLML, porque tive uma idéia muito louca sôbre uma matéria para a RS, como vc disse ter a idéia junto com a Kika, dos 40 anos…mas para desenvolver, é que preciso saber se vc leu ou não, ok?

Tenho a guita mutante até hoje, restauradinha, e mr. Sergio Dias é louco para tê-la de volta, mas nem móóóóóórrrrrta!!!!!!!!!!

Engenharia me ajudou na formação, o rito de passagem em uma faculdade de pêso, que é a Engenharia de São Carlos, onde conhecí cabeças da melhor qualidade, mas fui e sou músico para o espírito e a sobrevivência…. www.gruponos.com.br … lá tem foto, tem a guita, trocentas coisas….tem até foto minha com o Nelson Mota, pra ver se parece mesmo, ehehehy….e vc regulou e acabou deixando no mistério com quem se parece….

o livro meio a meio com Ritz, partiu de uma idéia dela escrever um manual para fãs e ídolos, que acabou virando uma história engraçada….mandei uns capítulos para a kika….pede pra ela te passar, se ainda tiver….mas não sei se vai sair…acho que tem pressão interna contra, das tais “força ocultas”…

tenho me segurado para não escrever muito pra kika, pra não atrapalhar o trampo final dela com o livro, por isso desconto em vc, eheheh….que tb deve ter um tempo restrito, acredito….mas vamos indo….

bjão, querida
Bart

 

*De: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Para: Henrique Bartsch <[email protected]>
Enviadas: Monday, May 07, 2007 11:57 PM
Assunto: [SPAM] Res: [SPAM] Res: [SPAM] En: Res: [SPAM] Re: Amantes de Rita

Oiê!

Voltei! Ufa!!! depois de tanta correria, estou de volta à cidade maravilhosa. Pior é que, na quinta, vou pra sua terra. Voua Sampa cobrir um show do Zezé di Camargo e Luciano. Rsrsrsrs…

Olha, venho falando para a Hérica há uns dois meses que tenho que comprar seu livro. Mas tenho duas coisas na fila: o Titãs, dela, que estou lendo, e o Paulo Coelho, dela, que estou lendo e fazendo comentários. Ela mesmo está me tirando de pauta. Hahaha… Mas estou com coceira para ler o seu. Nunca deixei nada da Rita passar assim.. Mas tenho essa desculpa, de estar fazendo as coisas pela minha amiga e editora. Vc me perdoa? Agora, se a Rolling Stone topar algo, vou ter que devorar o livro…

Me fale da sua idéia louca, pois topo pensarmos juntos nisso…

Bjs,

Chris

 

*De: Henrique Bartsch <[email protected]>
Para: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Maio de 2009 18:16:22
Assunto: Re: Henrique Bartsch p/ Tatiana

a gente tem que ficar pra lá e pra cá pra ganhar a vida…eu na música, acredito que vc no jornalismo, não é mesmo?

mas tenho trabalhado em dois textos, um sobre o cover, contando um pouco da história e tentando dar um redefinida no termo, que surgiu como regravar uma canção já gravada, mas agora acho que está muito além, e tendo méritos e preconceitos à respeito…apresentei a idéia pra Panda, a Tati gostou, mas deixou claro que muitas vêzes uma boa idéia pode não render um bom livro….cabe à mim provar o contrário…

o outro é uma sagazinha existencialista, que é uma repensada na vida de uma pessoa que tem seus dias ameaçados por uma doença séria…antes de tomar uma decisão sôbre como encarar um possível tratamento, resolve fazer uma viagem…não vai ser muito longo, e no fundo fica a nossa velha viagem sôbre de onde viemos, para onde vamos, e o quanto estas questões nos fazem esquecer de onde estamos no aqui e agora…

e vamos viajando

bjs
Bart

 

*De: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Para: Henrique Bartsch <[email protected]>
Sent: Wednesday, July 11, 2007 8:35 PM
Subject: Re: Fw: Oiiiiiiiiii

Pois é, fiquei chateada com o negócio da Rita. deram uma entrevista boba… Mas eles são assim. A Hérica agora é que vai cortar um dobrado. Ela quer vender o livro dela pra eles e eles querem entrevista cpom Paulo Coelho (e não com ela). Putz!!!

Eles me convidaram pro festival e pediram pra eu ir de ônibus. Eu nãotenho tempo de, num fim de semana., gastar 12 horas dentro de ônibus… Aí, não deu mesmo para ir… Mas fiquei querendo… Que pena que vc não foi. Vou lá no blog ler a sua aventura.

Eu andei muito enrolada. Tô saindo do Extra para o Globo Online na semana que vem. Isso me tirou do ar um tempo. Muita coisa acontecendo…

Oba, vc não ficou de mal comigo!!!!!!!!!!! Hahaha…

Beijão!

 

*De: Henrique Bartsch <[email protected]>
Para: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Enviadas: Quinta-feira, 12 de Julho de 2007 2:20:25
Assunto: Fw: Fw: Oiiiiiiiiii

Tadinha da Kika…eu sei o que é isso na carne…todo santo lugar perguntava “mas dá pra Rita ir junto?”…a mais esdrúxula, foi no programa do Ronnie Von…eu fui no Mulheres, que é um programa na Gazeta, e a Rita entrou por telefone…e deu o maior resultado, pois íamos ficar 15 minutos, e acabou durando 40, por ter subido a audiência medida na hora…daí a produção do Ronnie, que é lá tb, veio em cima e tal, vendo se a Rita ia…como ela não quis ir, disseram que não poderiam me levar ao programa pois é norma da produção se o biografado é vivo, tem que ir junto…afff…

putz, e encarar Rio/Ribeirão de ònibus, haja…é uma viagem horrível, com o ônibus parando a cada duas horas, acredita?

e quer dizer que a Kika não vai mais mandar em vc? e agora? como poderei me aproveitar de vc? as chantagens? quem manda na Globo online?

e tb ficar de mal, tem que ter um motivo um tanto quanto mais, não acha?

bjão, querida

Bart

 

*De: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Para: Henrique Bartsch <[email protected]>
Enviadas:  Saturday, August 16, 2008 3:02 PM
Assunto: Adorei!!!!!

Bart,

Que maneiro!!!! Adorei abrir o pacotinho e dar de cara com Dylan, ali, compiladinho para eu ver. Pena que ainda não tive tempo de assistir. Com as Olimpíadas e com os ensaios do show que farei no dia 28, aqui no Rio, não tive meia hora livre em casa… Mas, passando o dia 28, vou engolir aqueles DVDs. Aí, te pergunto onde vc conseguiu isso.

Bjs,

Chris

 

*De: Henrique Bartsch <[email protected]>
Para: Chris Fuscaldo <[email protected]>
Enviadas:  Monday, August 18, 2008 3:02 PM
Assunto: Adorei!!!!!

como eu disse, o bom é abrir o pacotinho, no matter what..(desde que não tenha antrax ou carta-bomba, claro, eheheh)

mas isto a gente consegue na santa baixação que todo mundo faz (por isso já não se reclama mais tanto de pirataria, não é mesmo?…vc deve ter lido o PC na RS falando que baixa filme direto e não se importa que pirateiem seus livros…tb, com todos os milhões já amealhados, nem eu reclamaria)….mas acho que é questão de conceito: acho pirataria copiar e comercializar…unzinho para consumo próprio, ainda mais de algo tão sumido, deve ser pecado com baixa pontuação…

o legal é que é a versão original, com quase 4 horas, pois quando passou nos cinemas originalmente, os exibidores reclamaram e foi cortado para quase duas…e lógicamente nem dá para assistir diretão, pois como CV, BD não é lá grande diretor…mas tinha Sam Shepard envolvido, que acabou saindo fora do projeto, e Dylan, como em tudo que faz, quem está à volta nem imagina o que ele quer…mais é pela raridade, mesmo….

e as olimiadas estão mesmo acabando com as madrugadas, que sempre uso para leitura, filmes, escrever, etc…mas acaba logo…

e conta deste show, né?

bjão
Bart

 

* Alguns das mensagens trechos foram suprimidos para preservar informações confidenciais.

 

 

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