Disco de Gaby Amarantos terá composições próprias

Posted by Chris Fuscaldo Category: Entrevistas Tag:

No ano passado, logo que ficou conhecida em todo o Brasil como a Beyoncé do Pará, Gaby Amarantos bateu um papo exclusivo com o GarotaFM. Quando fizemos a pergunta: “Você é compositora. Qual é a diferença, para você, entre fazer uma música própria e uma versão?”, a estrela do tecnobrega, ritmo que domina a região amazônica e faz a festa nas aparelhagens de Belém, vibrou: “Adoro essa pergunta pois é minha chance de dizer para as pessoas: eu sou compositora. Já fui premiada e tenho músicas gravadas por outros artistas, mas sempre fiz versão por gostar da brincadeira, principalmente a pedido dos fãs . Inclusive a Som Livre lançou um DVD que apresenta pro Brasil a cena tecnobrega, no qual canto uma de  minhas composições, Eu vou pro Vetron,  fora jingles e musicas para aparelhagens sonoras e grupos folclóricos. Compus samba enredo, galope, musica gospel, várias paródias, canções para campanhas de conscientização social, trilhas para filmes, desenhos animados, músicas infantis e fora as que eu esqueço.”

Pelas contas de Gaby, já são mais de 300! Para sua estreia em disco solo, marcada para o início de 2012, ela reservou quatro, entre elas “Faz um T”, já um clássico do tecnobrega, que Gaby canta em seus shows desde os tempos da banda TecnoShow. Com produção de Carlos Eduardo Miranda, que assina discos de mundo livre s/a e Raimundos, o CD tem como carro-chefe Xirley (Assista ao clipe) , do pernambucano Zé Cafofinho, que ganhou um clipe inspirado, dirigido pela cineasta Priscila Brasil. Desde que foi lançado, há cerca de um mês, o vídeo recebeu críticas elogiosas de Hermano Vianna, em sua coluna de O Globo (considerando-o um dos melhores de todos os tempos), e de Nelson Motta, no Jornal da Globo. Foi essa mesma música que ela cantou no encerramento do VMB, da MTV, este ano, com um look de LED, assinado pelo estilista-revelação Guilherme Rodrigues.

Mas a música que conta a saga de Xirley Xarque, que faz de tudo para fazer sucesso, é só um aperitivo do disco, que traz canções de Thalma de Freitas, Iara Rennó, o saudoso Alípio Martins, o novato Felipe Cordeiro e, ainda, dona Onete, lenda viva da música paraense. A nortista (nasceu no Amapá, embora muita gente pense que é mineira) Fernanda Takai participa na faixa “Sal e Pimenta”.

“Sempre admirei a Fernanda e o Pato Fu. No início de 2011, ela, eu e também Zelia Duncan, Mart’nália e a diva Elba Ramalho fomos convidadas para cantar na posse da presidente Dilma Roussef. Foi um momento importante para todas nós. E a Fernanda foi uma querida, disse que conhecia a música de Belém e, aí, vi que não tinha pessoa mais acertada para cantar comigo”.

Antes do lançamento do disco, a cantora vai aparecer na telinha da Globo em dois programas: o Som Brasil em homenagem a Zezé di Camargo (recriando à sua maneira “Tapa na Cara”, “Indiferença” e “Coração Tá em Pedaços”) e o especial de ano novo do Domingão do Faustão, primeiro programa nacional de que participou, nos idos de 2003. “Faustão prestou atenção à nossa música desde o início. Já tenho uma história no programa e fico muito comovida com o espaço que ele me dá”, comenta.

Para 2012, Gaby promete um supershow com as músicas do disco, recriações e até números inusitados, como Águas de Março, cuja versão em tecnobrega faz sucesso na Europa. A direção será de Cleodon Coelho e a produção, de Marcel Arede. Na direção musical, estará Felix Robato, um dos grandes nomes da nova música paraense. “Em todas as cidades em que eu cantar, vou chamar uma voz local para me acompanhar. Adoro esses encontros”.

Aclamada por nomes que vão da paulista Tiê e o carioca Marcelo Mira ao pernambucano Almir Rouche (com quem cantou no Galo da Madrugada esse ano), Gaby nunca se sentirá sozinha.

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