Cena em que baterista do Strike dá urina para ‘fã’ causa polêmica entre formadores de opinião

Posted by Chris Fuscaldo Category: Garota FM Tag:

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Noticiada na semana passado e comentada aqui no GarotaFM, a cena que mostra o baterista da banda Strike preparando um drink à base de urina e oferecendo a uma menina, causou polêmica entre formadores de opinião (leia a notícia). Jornalistas, atores e músicos ficaram revoltados com a atitude de Cadu e toparam participar da “Campanha contra os Imbecis”, proposta pela jornalista que edita este blog. Agradeço pela participação de quem também quer tornar o mundo da música algo bem superior do que isso tudo que estamos vivendo (veja a mini biografia de cada um ao final do post). Antes das declarações, vale abrir parênteses para comentar as mensagens desaforadas que alguns fãs enviaram nos últimos dias:

A garota foi primeiramente apresentada como fã e, depois da polêmica, virou “amiga pessoal” de Cadu. Admiradores do grupo tentam nos convencer de que tudo não passou de uma “brincadeira”. Mas ninguém até agora conseguiu provar que aquilo que estava no copo dado à mocinha não era mijo (peço desculpas pela grosseria, amigos colaboradores deste post). Fora isso, a emenda saiu pior do que o soneto depois que o baterista tentou amenizar o drama em sua página no Twitter: “P acabar c essa polêmica de fan e xixi, eu jamais brincaria c uma fan assim!” / “Então, antes de acreditar em tudo que vc ve na tv, procure saber ao certo antes de sair falando. Bjus e qualquer duvida dos fans,eu to aqui!”. Cadu não percebeu que fez besteira, afinal, se o “Rock Estrada” é um reality show com os bastidores do que rola com uma banda quando ela está na estrada, como ele pode voltar atrás do que os vídeos feitos para o programa (de realidade) mostraram?

Não deixe de conhecer também a campanha “Jogue mijo no Strike”, do site Hornsup 

Às declarações:

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strike_3 Jamari França: “Uma excrescência de banda só podia ter um comportamento desses. Que sirva de lição para os incautos que são fãs deles.”

Gregório Duvivier: “O Strike é uma banda que dá xixi para os fãs beberem e merda para eles ouvirem.”

Zélia Duncan: “Isso foi exibido pelo Multishow ou eu tô sonhando? É o retrato do lado mais podre e pobre do show business, que nada tem a ver com música. Ele não só bebeu a urina também, como mordeu notas de reais, que são igualmente imundas. É o abismo humano mesmo, a queda. Da menina tola que entra no camarim, disposta a qualquer coisa pra fazer parte do que projetou enquanto assistia da plateia e do cara insignificante e detentor desse poder rasteiro que lhe é dado, na medida em que faz um sucesso momentâneo e tudo ali lhe faz jurar que ele seja dono do mundo. Um mundo idiotizado, ignorante e deformado. Essa é parte da juventude de hoje e dos ‘artistas’ que são estimulados por esse tempo em que vivemos a gostarem muito mais do sucesso e de suas artificialidades datadas do que de um trabalho musical propriamente dito. A ignorância é mesmo o mal do mundo. Eles se sentem transgressores, modernos, irreverentes. Não entederam nada. Desconhecem a real transgressão como mostraram Cássia Eller, Renato Russo, Cazuza, Tom Zé, Itamar Assumpção ou Arnaldo Batista, para citarmos alguns. E ele foi covarde, assim como todo grupo de cúmplices, bobos da corte, que serão cuspidos como um bagaço após servirem à mídia dessa forma tão óbvia e histérica. Fico pensando que se ele tivesse dito pra ela o que havia ali, ainda assim, talvez ela bebesse, afinal, antes do segundo gole ela mesma anuncia o ‘veneno’, mas ainda assim, pra ser aceita ali, toma de novo com a boca ainda mais aberta a única coisa que aquele ser pequenininho tem para lhe oferecer: seus dejetos. Cadê o antídoto, galera esperta? É só esse o cardápio de vocês? Com licença, meu estômago tá virado…”

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Jaime Alem: “Infelizmente os fãs dessa gente não ligam a mínima. Devem ter achado ‘bizarro’ o episódio. Aliás, em sua acepção, bizarro é a palavra adequada para a música desses imbecis. Minha sugestão é criar um termo para definir essa turma: menino(a) uniban ou unibanzinhos, em alusão à escola paulista célebre por seus alunos descerebrados.”

Sebastian Notini: “As únicas palavras que vêm na minha mente é que quem está com poder político, familiar ou mesmo psicológico, como no caso da relação artista-fã, nunca pode abusar dessa vantagem. Acho que este triste caso mostra duas pessoas doentes, mas quem é responsável é este baterista, pois ele está na numa vantagem enorme e provavelmente ciente disso.”

Pedro de Luna: “Qual o preço a pagar para ter a chance de entrar no camarim e falar com seu artista favorito? Existem vários caminhos. Ter um amigo na produção, subornar alguém ou argumentar até cansar são alguns deles. Já vi um conhecido empresário do meio musical pegar as flores que decoravam o camarim e entregar para uma famosa cantora como se tivesse comprado o buquê. Mas se um artista oferece xixi ao seu fã, deve ter cocô na cabeça.”

Rodrigo Lemmings: “Isso é o que acontece quando a ‘Indústria Teen’ resolve manipular o rock. Transforma artistas e fãs em fantoches, transgride os limites do bom gosto e a noção de moral e destrói o sentimento poético, político e contestatório que nos fez abraçar o rock cinquenta anos atrás. Há salvação? Enquanto a internet revelar novos ídolos de 20 anos a cada bimestre, não.”

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strike7 Rodrigo Oliveira: “Aprenda: não aceite nada de estranhos e processe se algo assim vazar.”

JPunk: Isso foi uma parada nojenta, uma das coisas mais baixo nível que vi nos últimos tempos!

Totonho: “Tinha que dar nesse cabra, com baquetas de surdo.”

Lívia Cheibub: “Que cara idiota… Nem sei o que dizer… Strike nele!”

Conheça os colaboradores:

Jamari França é crítico de música especializado em rock desde a década de 80. Além de jornalista, é escritor, tendo publicado o livro “Vamo Batê Lata”, uma biografia dos Paralamas do Sucesso. Clique e conheça o blog Jam Sessions

– Gregório Duvivier é ator que faz plateias rirem há seis anos com a peça “Z.É – Zenas Emprovisadas”. Em 2009, apareceu como promessa do mercado cinematográfico ao protagonizar o filme “Apenas o Fim”. Clique para segui-lo no Twitter

Zélia Duncan é cantora e compositora. Em 2009, lançou o aclamado CD “Pelo Sabor do Gesto”. Clique para saber mais

– Jaime Alem é arranjador, produtor e diretor musical. É muito conhecido por seu trabalho com Maria Bethânia há mais de 25 anos. Em 2009, lançou so álbum “Dez Cordas do Brasil”. Clique para saber mais

Sebastian Notini é sueco e toca percussão com Eagle Eye-Cherry e muitos outros artistas. Mora entre Salvador (BA) e Estocolmo. Clique para conhecê-lo melhor

– Pedro de Luna é cartunista, responsável pelas tirinhas do roqueiro BZão, e jornalista, tendo sido editor do Jornal do Rock e do site Sk8. Clique para ver alguns de seus trabalhos

Rodrigo Lemmings é baixista da banda Playmobille, que no início de 2010 lança seu disco de estreia pela Som Livre. Clique para ler matéria com a banda publicada no site d’O Globo em 2008

– Rodrigo Oliveira é publicitário, com passagens pelas principais agências do país (MPM, Thompson, DM9 etc), e coordena o site Planeta Bodyboard. Clique para conhecer seu site

JPunk é um dos MCs da banda Nayah, que lançou seu primeiro disco pela gravadora Coqueiro Verde em 2008. Conheça o MySpace do Nayah

– Totonho é cantor e compositor, parceiro de artistas como Zeca Baleiro e interpretado por Rita Ribeiro entre outros. Comanda o grupo Os Cabra e está gravando seu terceiro disco. Clique para conhecer o site de Totonho

Lívia Cheibub é correspondente da MTV no Rio de Janeiro e diretora do selo Musique. Clique aqui para conhecer o selo

Quer ficar sempre informado do que está rolando no blog? Siga o GarotaFM no Twitter: http://twitter.com/garotafm

13 thoughts on “Cena em que baterista do Strike dá urina para ‘fã’ causa polêmica entre formadores de opinião

  1. Entre diversas garotas dessa laia há uma espécie de consenso imbecil de que fazer essas coisas, ao estilo de topar qualquer parada, é investir em amizade. Fico aqui imaginando que esta fã deveria ser, no colégio – se é que ela estuda – umas daquelas ditas mais populares entre a turminha do “foda-se, não tô nem aí”. O que aconteceu é produto da preguiça elevada de forma idiota e irrefletida à condição de desobediência civil. Rebeldia na base do recalque é apenas uma burrice em forma de showbusiness.
    Eu mesmo conheço o pessoal de uma banda que se apresenta em lona cultural, e que não vou dizer o nome, porque sei que os caras não são exibicionistas. Fazem um som que não é a minha praia, mas acho legal a postura de uma banda onde cada um tem o seu emprego, trabalha pra dar sustento a uma filhinha pequena, cada um levando sua vida com o sacrifício mínimo que ela exige para forjar na alma a chama viva e inteligente da dignidade humana. Coisa que esse baterista ignora como se nunca tivesse sido amamentado por uma mãe. Fazer isso é ser ingrato com os esforços mínimos que adultos tiveram, (acredita-se: em vão), para educar alguém que preferiu continuar criança aos vinte e poucos anos, com a cafonice de não confiar em quem tenha mais de trinta, achando que nunca chegará aos quarenta, se chegar aos cinquenta, já botando as mãos para o céu se chegar aos sessenta e virando um crente compulsório aos setenta… Deve ser por causa de episódios assim que às vezes olhamos para algumas crianças que mal completaram dez anos e já surpreendem pelo que não fariam e pelo que jamais farão ao crescerem, tal como se impoem como seres humanos mais evoluídos.
    Aparentemente, vejo neste fato o ensejo a que criemos um movimento cultural como ponto de partida de uma reeducação comportamental para esvaziar a juventude desse obeso estofo de estupidez e de modismos. Fazer do que é chamado de chatice uma bandeira contra essa gente acometida de miséria espiritual, fazer com que olhem para si mesmos e se sintam ridículos. Eu adoraria ver alguma reportagem sobre as repercussões reais deste episódio na vida pessoal dessa fã (se é que não foi armação, também tem isso…), talvez fazer um documentário sobre as consequências da idolatria e da falta de melhor percepção de si mesmo diante do mundo em que a imagem dita padrões de comportamento tão absurdos quanto algumas supostas reações a padrões estabelecidos. Estereótipos sempre fizeram mal à juventude brasileira, que nunca foi homogênea, pois jamais tivemos um pensamento Nacional Unificador de tendencias. Não vou discutir aqui se isso é necessário (daqui a pouco algum Emo me chama de fascista). Mas é pelos estereótipos que fizeram tanto estrago em minha vida estudantil, que hoje me tornei escritor e poeta, já que sempre reagi com versos a humilhações asacadas contra mim em plena sala de aula onde o professor sempre foi refém do bem-estar, a ser proporcinado pela escola, aos alunos de famílias ricas. Não duvido que o idiota que se apresenta como músico tenha vindo de um extrato social elevado. No Brasil, deve-se aprender desde o berço a desconfiar de líderes de uma geração, em todas as áreas, porque se as gerações se sucedem rápido, isto talvez explique a fábricação em larga escala destes supostos líderes. Ninguém nasce fã de ninguém, mas é de se supor que a garota que protagonizou a cena asquerosa com a urina do ídolo tenha tido algum antepassado que possa ter arremessado, da platéia, um morcego de verdade para Ozzy, no palco, morder por engano, pensando ser parte da cenografia…
    Mas não vamos desqualificar quem admira o trabalho de um artista. Eu, que não fui educado para ter ídolos, e acompanho à distância o trabalho de duas atrizes que estudaram comigo, jamais vou me considerar fã, para não me igualar a um tipo de gente, com uniforme de escola pública, que fica lá na portaria 4 do Projac berrando na maior histeria a cada carro que arranca em disparada e quase atropela quem nada tem a ver com aquila pasmaceira.
    No entanto, que tal falarmos também sobre a falta de solidariedade, de compreensão e até de respeito entre artistas já consagrados? Talvez seja isso que torne inviável qualquer movimento cultural gregário, legítimo e legitimador de uma nova mentalidade. Enquanto ficarmos apenas na dependência ridícula de Paradas do Orgulho GLBT ou de Eleições Presidenciais com forte apelo popular, enquanto ficarmos apenas nisso, convenhamos, vai faltar luz nos espíritos e continuar a chuva ácida – e de urina holocáustica.

  2. Acabei de saber que uma rede de franquias de um curso de informática, a S.O.S Computadores, chegou a prestar apoio de divulgação a esses caras, através de banners. Convoco um boicote a todas as empresas que ligarem seus nomes e suas marcas a esse grupelho de adolescentes tardios.

  3. é isso ai… pra ngm ser mais fan dessas merdas ai … acho bonito fazer isso… acho que sao melhores sao porrqa nenhuma sao um bando de emo do caralho

  4. Sou fãn deles, acho que misturar atitude com a musica deles seria imfantil, como fãn dos caras defendo a musica deles por q acho que e a unica que se salva na atualidade, mas como humano acho sim lastimavel e triste a atitude do baterista, acho o minimo que ele deveria fazer pedir pesculpas a garota e a familia dela e aos fãns, eu que eu acho, e bom post.

  5. Esses caras não têm respeito nem por si mesmos ao desrespeitarem uma fã deles desse jeito! Grupinho que vai pagar muito caro no cenário musical por conta disso.

  6. Oq nós temos com isso, antes do programa ir ao ar ela poderia tomar alguma providencia mas não quiz, se a menina não quiz, quem somos nós para julgar o cara? E sabe de uma coisa, eu tb tomaria pq o STRIKE é F* e vcs são uns babacas invejosos que ficam se doendo pq naum fazem sucesso como eles… Vão fazer algo que preste e deixem os outros em paz… Cadu, continua assim desse jeitinho lindo q só vc tem… Sou sua grande fã.

  7. Sou fãã da banda Strike as 3 anos , seei tudo sobre eles….. De boa se ela fãn ela ia estar no camarin não andando pelos corredores e pra queem não sabe isso aconteceu no ROCK ESTRADA aonde ainda a mina e ele disem q são amigos ‘elejapegou certo mas acho q vc que escreveu isso ai vvc deveria SE INFORMAR e assistir os videos q acontece isso bocaberta CARLOS EDUARDO COSTA SILVA <3 minha viida

  8. eu amo o strike,não faz muito tempo mas se isso for realmente verdade vou amar mais ainda, eu quero que os outros calem a boca quando falar do strike, vão pra caixa do caralho porra.

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